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Coincidência Negra

Às vezes eu paro e penso se a vida realmente é feita de coincidências… ou se o universo só encontra maneiras delicadas de lembrar quem eu sou, de onde vim e a força que corre no meu sangue. Porque ser negra não é acaso — é herança, é história, é poder.


Sabia que a melanina, aquela que abraça a minha pele com esse tom quente e profundo, é um dos protetores naturais mais perfeitos que o corpo humano já criou? Não é só beleza — é ciência, é resistência. Assim como a curvatura dos meus cabelos, que não é “apenas estética”: ela foi moldada ao longo de milhares de anos como um mecanismo natural de proteção contra o calor excessivo. Olha só… até o que muitos tentam criticar ou diminuir, a natureza criou como escudo, como bênção.


E tem mais: culturas africanas antigas já sabiam que o corpo fala antes da boca. A dança, o toque, o ritmo — tudo isso fazia parte de rituais de cura, comunicação e celebração. Coincidência eu trabalhar com o corpo, com sensibilidade e com energia? Talvez não… talvez seja só minha ancestralidade se manifestando em cada gesto, cada cuidado, cada detalhe que carrego.


Eu sou filha de mulheres que transformaram dor em coragem, de homens que fizeram da dignidade o seu maior trono. Eu carrego em mim a luta, o sorriso teimoso, o charme sem esforço, a sensualidade que não precisa pedir licença. Coincidência? Não. É identidade. É orgulho. É raiz.


E se tem uma coisa que eu aprendi é que ser negra é uma festa silenciosa que acontece dentro da gente — uma celebração de cor, história e futuro. Eu não quero esconder isso. Eu não quero suavizar isso. Eu quero exaltar.


Porque onde eu chego, minha presença fala.

Meu tom fala.

Meu cabelo fala.

Minha essência fala.

E cada vez que a vida coloca uma “coincidência” na minha frente, eu sorrio… porque reconheço o recado:

ser negra é meu superpoder, meu legado e meu orgulho diário.



 
 
 

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